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** Trump diz que EUA “perderam” Índia e Rússia para a “sombria” China

** Na sexta-feira, dia 5, o ex-presidente dos EUA, Donald Trump, soltou uma bomba em sua rede social Truth Social: “Parece que perdemos a Índia e a Rússia pra China. Uma China mais profunda e sombria, sabe? Que tenham um futuro longo e próspero juntos!”. A declaração, sem maiores explicações, gerou burburinho. Afinal, o que ele quis dizer com isso?

A frase, na real, foi mais um ataque de Trump à crescente influência da China no cenário internacional, principalmente em relação a países que ele via como estando sob influência americana, como Rússia e Índia. A bronca toda começou com o mega desfile militar chinês, em Pequim, no dia 3 de setembro de 2025, um evento que, segundo Trump, foi uma conspiração contra os EUA. Olha só: Xi Jinping, Putin e Kim Jong-un, todos juntos, num show de força!

Esse desfile, o maior da história chinesa, contou com a presença de líderes de países aliados – Rússia e Coreia do Norte – e exibiu o arsenal chinês: mísseis nucleares de alcance global, armas hipersônicas… Um verdadeiro recado ao Ocidente! Durante o evento, Xi Jinping aproveitou para se reunir com Putin e Kim, além de outros representantes, inclusive participantes da cúpula da Organização de Cooperação de Xangai (SCO), realizada no início da semana. Até o assessor especial da Presidência brasileira, Celso Amorim, e a ex-presidente Dilma Rousseff, diretora do Banco dos BRICS, marcaram presença.

Xi Jinping, com Putin e Kim Jong-un ao lado, caminhou pelo tapete vermelho e, em seguida, assistiram ao desfile juntos. A cena, pra dizer o mínimo, foi impactante. A imagem de Xi, com um terno similar ao do ex-líder Mao Tsé-tung, cumprimentando mais de 20 chefes de Estado e representantes de governos ocidentais, também chamou atenção.

Em Washington, a mensagem foi clara: Trump, apesar de inicialmente ter elogiado o desfile, acusou os três líderes de conspirarem contra os EUA. Putin, por sua vez, respondeu com ironia: “Ele tem senso de humor”, disse, desdenhando da acusação. A chefe da diplomacia da União Europeia, Kaja Kallas, foi mais direta: considerou o encontro dos três um “desafio direto à ordem internacional”, com “sinais antiocidentais”, e lembrou o apoio chinês à guerra na Ucrânia.

O desfile, que comemorou os 80 anos da derrota do Japão na Segunda Guerra Mundial, mostrou o poderio militar chinês. Pela primeira vez, a China exibiu sua tríade nuclear completa (terra, mar e ar), incluindo o míssil balístico intercontinental DF-5C (alcance de 20.000 km) e o novo míssil móvel DF-61. Segundo James Char, professor de Defesa da China na Escola de Estudos Internacionais S. Rajaratnam (Singapura), esse arsenal pode complicar os planos dos EUA e aliados em qualquer conflito no Leste Asiático. A China, na visão de Char, quer mostrar às nações menores que agora se coloca como “garantidora da paz”, diante das dúvidas sobre o papel dos EUA no mundo.

Xi Jinping, em seu discurso para mais de 50 mil espectadores, escolheu palavras fortes: “Hoje, a humanidade está diante da escolha entre paz ou guerra, diálogo ou confronto, ganhos mútuos ou soma zero”. O desfile, com sobrevoos, tropas e equipamentos militares de última geração (mísseis hipersônicos, drones, tanques…), foi um espetáculo de poder. Em resumo: uma demonstração inequívoca da crescente força da China no cenário global, deixando Trump e outros líderes ocidentais preocupados.

Fonte da Matéria: g1.globo.com