Ministro do TCU restringe acesso do BC a processo sobre Master
O Tribunal de Contas da União (TCU) decidiu arquivar, por unanimidade, o processo que questionava a indicação de Otto Lobo para a presidência da Comissão de Valores Mobiliários (CVM). O pedido de apuração havia sido apresentado pelo Ministério Público junto à Corte.
No início de janeiro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) indicou Otto Lobo para o cargo, mesmo sem o respaldo da equipe econômica.
A decisão foi mal-recebida por especialistas do mercado financeiro, que defendiam a necessidade de preservar a CVM de qualquer tipo de influência política.
O processo foi relatado pelo ministro Bruno Dantas, que seguiu parecer da unidade técnica do Tribunal.
🔎A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) é uma autarquia vinculada ao Ministério da Fazenda, que tem como principal função regular fundos de investimento.
À época da indicação, a Secretaria de Comunicação da Presidência (Secom) afirmou que Otto Lobo possui currículo acadêmico e profissional compatível com as atribuições e as responsabilidades do cargo.
O nome do indicado ainda precisa passar por sabatina na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado, o que ainda não tem uma data para ocorrer.
Caso Master
A atuação da CVM no caso Master é um dos focos do grupo de trabalho da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado criado para acompanhar as investigações.
Segundo a Polícia Federal, fundos podem ter sido usados em esquemas fraudulentos que envolvem o banco e outras instituições, como a Reag Investimentos.
Fonte da Matéria: g1.globo.com