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Relator no TCU torna mais restrito acesso a documentos do caso Master, mas diz que BC poderá ver o material

Caso Master: comissão do Senado aprova reuniões com Vorcaro, PF, BC, TCU, CVM e ex-chefe do BRB
O ministro do Tribunal de Contas da União (TCU), Jhonatan de Jesus, disse ao blog que o Banco Central poderá ter acessos a documentos do caso do Banco Master se fizer pedido ao gabinete dele. Jhonatan é relator da investigação no TCU sobre o processo de liquidação do Master, feito pelo BC.
Mais cedo, o jornal Valor Econômico mostrou que o ministro havia restringido o acesso do BC à documentação, em um movimento considerado incomum, já que mesmo as partes investigadas costumam ter acesso aos dados das apurações.
O caso começou sigiloso no TCU, desde dezembro. Mas o BC tinha acesso, por ser uma parte envolvida. Johnatan reclassificou o sigilo para determinar que, se quiser acesso, o BC terá que pedir ao gabinete dele. Ou seja, incluiu uma formalidade a mais.
A reclassificação foi de “sigiloso” para “sigiloso com exigência de autorização específica para acesso”.
Ao blog o ministro afirmou que, quando o pedido chegar, vai compartilhar com o BC aos documentos da área técnica do TCU sobre o caso Master.
Os documentos da área técnica estão previstos para chegar ao gabinete nesta quinta-feira (12).
Investigação no TCU
O Master foi liquidado pelo BC em novembro de 2025, por falta de condições de honrar seus papéis no mercado. O banco também é alvo de investigação da PF, que apura suspeitas de fraude financeira.
O TCU determinou inicialmente a realização de uma inspeção para analisar documentos relacionados ao processo de liquidação.
O ministro Jhonatan de Jesus, relator do caso, solicitou esclarecimentos ao BC sobre possíveis indícios de que a medida teria sido adotada de forma precipitada.
A decisão do relator, contudo, provocou reação imediata de entidades do setor financeiro e associações de bancos, que saíram em defesa da autonomia do BC.
O próprio BC apresentou recurso ao TCU, solicitando que a determinação fosse analisada pelo plenário da Corte. Diante da repercussão, Jhonatan de Jesus recuou e suspendeu a inspeção até que o colegiado do tribunal se manifeste.

Fonte da Matéria: g1.globo.com