A 80ª sessão da Assembleia Geral da ONU, que começou na terça-feira (23), tá bombando! Líderes mundiais se encontram em Nova York pra discutir temas cruciais, como a situação em Gaza, o reconhecimento do Estado da Palestina e a guerra na Ucrânia. Essa é a primeira Assembleia Geral sob o segundo mandato de Donald Trump, e o clima, gente, tá tenso! Afinal, o presidente americano, bem sabemos, não é lá muito fã do multilateralismo – sabe como é, a cooperação entre vários países pra resolver problemas globais. Em vez disso, ele prefere o unilateralismo (um país agindo sozinho) ou o bilateralismo (negociações entre dois países). Isso preocupa, né?
Olha só, o tema oficial da sessão de 2025 é “Melhores juntos: 80 anos e mais pela paz, desenvolvimento e direitos humanos”. Mas, na real, a gente sabe que os líderes vão falar do que quiserem, dando só uma rapidinha no tema oficial.
O presidente Lula, seguindo a tradição, foi o primeiro a discursar, às 10h da manhã de terça. Em seguida, foi a vez de Trump, anfitrião do evento, já que a sede da ONU fica em Nova York.
**Como funciona a Assembleia Geral?**
A Assembleia Geral é um encontro anual dos chefes de Estado e outras autoridades de 193 países membros da ONU. São seis dias de eventos, com o principal sendo o “Debate Geral”, que começou na terça. Apesar do nome, não é um debate no sentido tradicional, não. Cada país tem seu tempo pra apresentar seu ponto de vista sobre a situação global. A ONU, criada em 1945 com 51 membros, cresceu bastante, né? Além dos países membros, líderes de observadores, como a Santa Sé e o Estado da Palestina, e a União Europeia também participam.
**A ordem dos discursos:**
O Brasil sempre abre a sessão, uma tradição que começou nos primeiros anos da ONU, quando o Brasil se ofereceu pra falar primeiro, enquanto outros países hesitaram. Os EUA, como anfitrião, são os segundos. Depois disso, a ordem geralmente segue uma hierarquia: chefes de Estado, vice-chefes, príncipes herdeiros, e assim por diante.
**Tempo de fala:**
O tempo limite sugerido é de 15 minutos, mas já houve discursos épicos! Fidel Castro, em 1960, falou por quase quatro horas e meia! Muammar Gaddafi também se destacou, com mais de uma hora e meia em 2009.
**O discurso de Lula:**
O presidente Lula, em seu discurso, focou em temas como soberania nacional, democracia, cooperação internacional, mudanças climáticas e as guerras na Ucrânia e Gaza. Ele mandou recados diplomáticos pra Trump, defendendo a democracia e a soberania do Brasil, principalmente contra as tarifas impostas pelo americano aos produtos brasileiros, que Lula vê como uma interferência no julgamento do ex-presidente Bolsonaro. Lula também criticou a “guerra tarifária” de Trump, sem atacá-lo diretamente. Na questão ambiental, cobrou mais empenho na preservação e na transição energética, aproveitando pra reforçar a importância da COP30, que o Brasil vai sediar. Sobre a Ucrânia, defendeu negociações entre Rússia e Ucrânia. Quanto a Gaza, Lula criticou a resposta israelense, que ele considera uma tentativa de erradicar os palestinos, e defendeu a criação de um Estado palestino.
**Outros temas em discussão:**
* **Cessar-fogo em Gaza:** A guerra entre Israel e o Hamas já dura quase dois anos, e a crise humanitária na Faixa de Gaza tá assustadora. O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, deve discursar mais tarde, e ele é procurado pelo Tribunal Penal Internacional por supostos crimes de guerra e crimes contra a humanidade em Gaza – algo que Israel nega. O presidente palestino, Mahmoud Abbas, não pôde ir por causa de problemas com visto, e vai participar por vídeo.
* **Reconhecimento do Estado Palestino:** Austrália, Reino Unido, Canadá e Portugal reconheceram recentemente o Estado Palestino, se juntando a mais de 140 países, incluindo o Brasil. Essa decisão veio após a ofensiva israelense em Gaza em 2023.
* **Guerra na Ucrânia:** Zelensky deve tentar reforçar o apoio internacional a Kiev, enquanto Trump tenta mediar o fim da guerra. A expectativa é grande sobre se os EUA anunciarão novas sanções contra a Rússia.
* **Tensões EUA-Venezuela:** Com o aumento da presença naval dos EUA no Caribe, a Venezuela protestou na ONU. Dois ataques mortais a supostos navios de narcotraficantes venezuelanos em águas internacionais aumentaram ainda mais a tensão.
**E se um país criticar outro?**
Críticas são comuns! Se um país se sentir ofendido, pode pedir um “direito de resposta”, formalizado por escrito. São permitidas até duas respostas, uma de 10 minutos e outra de 5, sempre no final do dia. Muitas vezes, o país criticado simplesmente se retira do local em protesto, como costumam fazer Israel e Irã.
Fonte da Matéria: g1.globo.com