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Morango do Amor: Uma Doce Onda de Negócios que Explodiu na Internet

A internet tá bombando com uma nova receita que conquistou milhões: o morango do amor! Mas, na real, essa versão gourmet da clássica maçã do amor foi além. Uvas, kiwis, mexericas, maracujás, melancia e até pistache entraram na brincadeira, criando uma verdadeira explosão de sabores e cores. Olha só que incrível!

A mistura de fruta fresca, brigadeiro branco e uma irresistível calda de caramelo vermelho brilhante virou febre no TikTok e Instagram. E não é só sucesso nas redes, não! Virou um baita negócio! Influenciadores e pequenos empreendedores estão lucrando muito com essa tendência deliciosa.

Ananda Vasconcelos, por exemplo, já era conhecida por suas receitas de sobremesas, mas tudo mudou quando postou um vídeo da “uva do amor”. O resultado? Quase 9 milhões de visualizações! A partir daí, ela começou a testar várias frutas, mostrando o passo a passo para seus seguidores. “Todas as frutas que eu postei, fiz pela primeira vez e fui vendo se dava certo”, conta Ananda, que já experimentou banana, maracujá, mexerica, kiwi, pistache, limão e melancia. E já tem planos para mais: “Estou com outras ideias de teste e quero fazer com jaca, abacaxi e manga!”. Com a repercussão, ela ganhou mais de 40 mil seguidores no TikTok. Para Ananda, essa febre é tipo a “nova Páscoa da confeitaria”, principalmente considerando os preços do chocolate esse ano. “As confeiteiras estão aproveitando esse pico para vender bastante, porque sabem que logo tudo volta ao normal”, comenta.

Júlia Carvalho dos Santos, diretora da Frutas do Amor Niterói (RJ), também viu sua vida mudar. A empresa, fundada em 1995, trabalhava com maçãs do amor e frutas com chocolate. Mas, com a chegada da moda dos morangos caramelizados, o faturamento triplicou! Hoje, eles atendem cerca de 300 pessoas por dia, e já tiveram que investir em novos equipamentos e contratações. Cada unidade custa R$ 15. “São cerca de 1 mil pessoas por dia querendo comprar, mas conseguimos atender 300 clientes por dia… A gente já era conhecida no bairro, mas agora tem gente vindo de outras regiões só pra experimentar”, conta Júlia, que administra o negócio com a irmã.

No Espírito Santo, a confeiteira Millena Moreira também surfou na onda. Em apenas duas semanas, a produção dobrou, de 400 para 800 unidades diárias! Ela criou versões com pistache, maracujá e brigadeiro de ninho, e ainda começou a ensinar outras confeiteiras a fazerem o doce em vídeos. O preço? R$ 16 a unidade.

Mas será que ainda dá tempo de entrar nessa? Janaína Camilo, especialista do Sebrae, diz que sim, desde que você seja rápido! “Você não precisa inventar nada novo. É só aproveitar o que já está bombando. Capricha na apresentação, dá um toque seu, coloca um nome criativo e posta nas redes. Mesmo com poucos seguidores, um vídeo bem feito pode alcançar muita gente”, aconselha. Suas dicas incluem começar com um estoque pequeno, usar sons em alta e marcar a localização, apostar em vídeos com o barulho crocante e o brilho da calda, e, principalmente, agir rápido! Janaína lembra que as pessoas não compram só o doce, mas a experiência toda: “Tem memória afetiva, tem visual bonito, tem sabor. Isso tudo conta. Por isso, dá para cobrar um pouco mais, desde que o produto entregue valor”. A ideia é usar esse momento para atrair clientes e construir um negócio duradouro.

Ananda acredita que a febre deve durar pouco, talvez uma semana. “Quando se trabalha com internet, é essencial saber surfar nessas trends”, finaliza.

E de onde surgiu essa ideia? A receita é uma releitura da tradicional maçã do amor, que surgiu em 1908 nos EUA e chegou ao Brasil entre as décadas de 1940 e 1950, virando clássica das festas juninas. Mas também lembra o tanghulu chinês, um espetinho de frutas caramelizadas que existe desde a Dinastia Song (960-1279). Uau! Uma história deliciosa!

Fonte da Matéria: g1.globo.com