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Maduro, em farda militar, garante defesa da soberania venezuelana em meio à crise com os EUA

Nicolás Maduro, presidente da Venezuela, apareceu de uniforme militar na quinta-feira (28 de agosto de 2025) durante visita a tropas. Aí, justamente no mesmo dia em que navios de guerra norte-americanos começaram a chegar ao sul do Caribe, pertinho da costa venezuelana! Ele bradou sobre defender a paz e a soberania nacional, numa clara resposta à escalada de tensão com o governo de Donald Trump. Maduro ainda destacou a colaboração da Colômbia nos esforços para fortalecer a segurança na fronteira.

“Olha só, depois de 20 dias seguidos de ameaças, guerra psicológica, um verdadeiro cerco à Venezuela, posso dizer que estamos mais fortes! Mais preparados que nunca para defender nossa paz, soberania e integridade territorial!”, afirmou Maduro, com firmeza. A imagem dele, aplaudindo soldados das Forças Especiais em Caracas, rodou o mundo.

A tensão entre os governos de Trump e Maduro subiu às alturas com a chegada da poderosa frota americana. A porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, foi direta: os EUA usariam “toda a força” contra o regime venezuelano, deixando no ar a possibilidade de um ataque. A operação militar incluía oito embarcações – sete navios e um submarino nuclear! E mais navios estavam a caminho, segundo informações.

Maduro, por sua vez, elogiou o presidente colombiano, Gustavo Petro, pelo envio de 25 mil soldados para reforçar a segurança na região de Catatumbo, área estratégica na fronteira entre os dois países. Uma demonstração de apoio, no mínimo inusitada, considerando o contexto.

A chegada dos navios de guerra americanos ao sul do Caribe foi confirmada por uma autoridade norte-americana à Reuters. A operação, segundo os EUA, visa combater o tráfico de drogas. Mas, na real, a escala da operação – sete navios de guerra, um submarino nuclear, 4.500 militares, incluindo 2.200 fuzileiros navais, além de sobrevoos de aviões espiões P-8 – levantou muitas sobrancelhas. Apesar das alegações oficiais, fontes ouvidas pela Reuters garantem que a ação se mantém exclusivamente em águas internacionais. Entre os navios presentes, estão o USS San Antonio, USS Iwo Jima e USS Fort Lauderdale.

O embaixador da Venezuela na ONU, Samuel Moncada, acusou os EUA de promover terrorismo na região e se reuniu com o secretário-geral António Guterres para discutir a situação. “É pura propaganda para justificar uma possível intervenção militar num país soberano e independente que não ameaça ninguém”, disparou Moncada.

Questionada sobre a possibilidade de ataque à Venezuela, Karoline Leavitt, esquivou-se de comentar ações militares, mas reforçou que Maduro não é o presidente legítimo da Venezuela, classificando-o como um “fugitivo da Justiça americana”. Ela declarou que Trump está pronto para usar “todos os elementos da força americana” para combater o tráfico de drogas e levar os responsáveis à Justiça.

É importante notar que, apesar das acusações dos EUA, o Relatório Mundial sobre Drogas de 2025 da ONU indica que as principais drogas consumidas nos EUA não têm origem na Venezuela.

Maduro, por sua vez, acusado pelos EUA de narcoterrorismo e apontado como líder do Cartel de los Soles (recentemente classificado como organização terrorista internacional pelos EUA), respondeu à pressão americana mobilizando 4,5 milhões de milicianos. “Fuzis e mísseis para a força camponesa! Para defender nossa pátria!”, exclamou. A Venezuela também enviou 15 mil militares para a fronteira com a Colômbia, após o governo colombiano afirmar que os EUA usavam o narcotráfico como pretexto para uma invasão militar. Porém, o governo colombiano negou qualquer colaboração com Maduro.

A Venezuela, num documento enviado à ONU, classificou as ações dos EUA como uma “grave ameaça à paz e segurança regional”. Países como Argentina, Equador, Paraguai e Guiana seguiram os EUA e também declararam o Cartel de los Soles como organização terrorista. Trinidad e Tobago, vizinha próxima da Venezuela, também declarou apoio à ação militar americana. A situação, sem dúvida, é explosiva.

Fonte da Matéria: g1.globo.com