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Jonathan Azevedo, o Sabiá de “A Força do Querer”, relembra como a Spectaculu mudou sua vida: “Aqui eu estava protegido”

Jonathan Azevedo, o ator que encantou o Brasil como Sabiá em “A Força do Querer”, se emocionou ao revisitar a Spectaculu, a escola que o projetou para o sucesso. Sabe? É uma história incrível de superação! Localizada na zona portuária do Rio de Janeiro, a Spectaculu é, na real, um portal mágico. Quem passa por seus portões entra num universo onde a arte transforma vidas e sonhos tomam forma.

Fundada há 26 anos pelo cenógrafo Gringo Cardia e pela atriz Marisa Orth, essa escola de formação profissional para jovens de comunidades carentes já revelou diversos talentos. E Jonathan é um deles! Em 2003, aos 18 anos, morando na Cruzada São Sebastião, no Leblon, um bairro da zona sul carioca marcado pela violência do tráfico, ele encontrou na Spectaculu um refúgio.

“Eu era um sobrevivente, cara! Aqui era o único lugar onde eu me sentia protegido de tudo. Foi nessa sala que tudo mudou, de verdade!”, relembra Jonathan, com a voz embargada pela emoção. Na época, ele buscava desesperadamente um livro, uma vaga, qualquer coisa… As turmas estavam lotadas! Mas, olha só que sorte, a atriz Camila Pitanga, financiou a entrada de dez novos alunos, e Jonathan foi um deles! “Ela é minha madrinha até hoje!”, conta ele, com um sorriso enorme.

O menino que sonhava em ler, passou a escrever sua própria história nos palcos e nas telas. Com o apoio incondicional dos pais, Sildeia e seu pai (que sempre o incentivou a ler), Jonathan construiu uma carreira brilhante. “Naquela época, ele ganhava R$ 50, me dava R$ 20 e ficava com R$ 30. O primeiro salário de verdade foi quando começou na Globo!”, lembra a mãe, orgulhosa.

O papel de Sabiá, o traficante de “A Força do Querer”, foi um divisor de águas. “Foi ali que ele explodiu!”, afirma Sildeia. Para Jonathan, o sucesso é uma missão: “Se minha luz, por menor que seja, servir para levar alguém para um lugar melhor, é para isso que ela vai trabalhar”.

A Spectaculu oferece bolsas, alimentação e formação em teatro, cinema e televisão. “A gente atrai os jovens pela arte e dá uma profissão. O Criança Esperança foi fundamental para manter essa estrutura”, explica Gringo Cardia. Hoje, Jonathan é um dos representantes do projeto. “Tenho muito orgulho de dizer que faço parte do Criança Esperança. Virei um Criança Esperança ambulante!”, brinca ele, mostrando sua gratidão.

Ao se olhar no espelho, Jonathan vê o menino da Cruzada São Sebastião, que sonhava em ler todos os livros do mundo. “Eu vivi num mundo que dizia que eu era ruim, mas tive pessoas que me disseram que eu era bom. Jonathan, você é bom!”, repete as palavras que mudaram sua vida.

A íntegra do programa pode ser vista no vídeo abaixo:

Globo Repórter – Criança Esperança 40 anos – 19/10/2025

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Fonte da Matéria: g1.globo.com