Na sexta-feira, 5 de setembro de 2025, um ataque israelense desabou o edifício Mushtaha, um prédio residencial de 14 andares na Cidade de Gaza – o segundo maior do território. A cena, filmada pela Reuters, mostra três mísseis de alta precisão atingindo a base da estrutura, que ruiu completamente. Meu Deus! Aquele impacto foi devastador. Ainda não há informações oficiais sobre vítimas.
O Exército de Israel assumiu a responsabilidade pelo ataque, alegando que o prédio servia como base do Hamas para planejar ataques contra suas tropas. Eles afirmam ter tomado precauções para minimizar danos a civis próximos. Será mesmo? Isso me parece duvidoso, considerando a proximidade com um campo de refugiados, lotado de centenas de tendas.
A verdade é que centenas de palestinos testemunharam a destruição do prédio. Moradores relatam vários bombardeios a arranha-céus na cidade ao longo do dia. Segundo o Ministério da Saúde de Gaza, controlado pelo Hamas, já são 30 palestinos mortos em Gaza desde o início da ofensiva, 20 deles na Cidade de Gaza. É um número assustador!
Essa ação faz parte de uma ofensiva terrestre israelense na Cidade de Gaza, lar de mais de um milhão de pessoas e, segundo o governo Netanyahu, último reduto do Hamas. A ofensiva, que começou a se intensificar em meados de agosto, já teria, segundo o Exército israelense, conquistado 40% da cidade. Eles prometem intensificar ainda mais os ataques nos próximos dias. Isso é preocupante.
Vale lembrar que a guerra começou em 7 de outubro de 2023, com ataques do Hamas ao sul de Israel. Os dados israelenses apontam cerca de 1.200 mortos, a maioria civis, e 251 reféns levados para Gaza. O número de vítimas palestinas, segundo autoridades de saúde de Gaza, ultrapassa os 64 mil. A situação humanitária em Gaza é catastrófica, com grande parte do enclave em ruínas. As fotos são chocantes: palestinos desesperados, agarrados a seus pertences entre os escombros, outros cobrindo o rosto em campos de refugiados, em meio à poeira e ao desespero. É realmente de partir o coração.
Fonte da Matéria: g1.globo.com