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Israel declara Gaza como zona de combate e suspende corredor humanitário

Olha só, a situação em Gaza tá feia! Nesta sexta-feira (29), o Exército de Israel anunciou que a Cidade de Gaza, a mais populosa da região, virou oficialmente uma “zona de combate perigosa”. Isso significa que a ação militar por lá tá a todo vapor, com intensidade máxima nos arredores da cidade. Na real, é mais um passo rumo à tomada total da cidade, parte da estratégia israelense para, segundo eles, garantir a “vitória total” sobre o Hamas. Eles já acham que controlam as áreas ao redor de Gaza, com soldados e tanques operando por lá.

Sabe? A partir das 10h00 (horário local), ou 4h da manhã no horário de Brasília, a pausa tática nos combates – e o corredor humanitário criado em julho para ajudar na distribuição de comida – acabou na Cidade de Gaza. A informação veio em um comunicado oficial do Exército.

E tem mais! Israel também anunciou que recuperou o corpo do refém Ilan Weiss e encontrou evidências ligadas a outro refém morto, cuja identidade ainda não foi revelada. Tudo isso aconteceu durante uma operação na quinta-feira. O governo Netanyahu acredita que ainda existem cerca de 50 reféns israelenses em Gaza, com uns 20 ainda vivos, segundo estimativas.

A ONU estima que cerca de um milhão de palestinos vivem na Cidade de Gaza. E tipo assim, alguns deles chegaram lá depois de fugir da guerra entre Israel e Hamas, que já dura quase dois anos. O secretário-geral da ONU, António Guterres, soltou um alerta: uma ofensiva em larga escala na cidade pode ter consequências catastróficas, imagina!

Imagens fortes de um homem carregando o corpo de uma criança morta durante um ataque na madrugada de sexta-feira, 29 de agosto, circulam nas redes. Meu Deus!

Nos últimos dias, o Exército israelense tem pedido para a população deixar a Cidade de Gaza. Um porta-voz chegou a dizer, na quarta-feira, que a evacuação é “inevitável”. Mas, ao mesmo tempo, eles garantem que cada família que se mudar para o sul receberá ajuda humanitária. Segundo o porta-voz Avichay Adraee, estão preparando uma estrutura no sul de Gaza para receber essas famílias, com tendas, centros de distribuição de ajuda e até uma rede de água.

A tomada da Cidade de Gaza é o próximo grande objetivo de Israel na guerra contra o Hamas. Depois, segundo o governo de Benjamin Netanyahu, a ideia é controlar todo o território palestino. Nesta sexta-feira, o Exército israelense confirmou que já começaram os “primeiros estágios” da tomada da cidade.

Milhares de palestinos já fugiram, mas líderes religiosos disseram que vão ficar, pois fugir para o sul seria uma “sentença de morte”. Fotos da AFP mostram filas de pessoas deixando suas casas em vans e carros lotados de pertences. A ONU afirma que o deslocamento forçado em massa de palestinos pode configurar crime de guerra.

Essa evacuação e os preparativos para a ofensiva acontecem em meio a uma grave crise humanitária. A ONU identificou, nesta semana, um estado de fome generalizada na Cidade de Gaza, a primeira vez que isso acontece no Oriente Médio. Isso é assustador!

A Cidade de Gaza já sofre bombardeios desde o início da guerra, mas os ataques aéreos de Israel intensificaram desde 8 de agosto, quando o governo Netanyahu aprovou o plano para tomar a cidade. Tanques israelenses avançam, bombardeando casas em diferentes bairros, segundo agências de notícias. Moradores de bairros como Ebad-Alrahman e Zeitoun relataram ataques intensos.

Vários países e até o papa Leão XIV pediram para Israel parar a guerra e aceitar uma proposta de cessar-fogo com a libertação de alguns reféns, proposta aceita pelo Hamas em meados de agosto. Mas Netanyahu disse que vai tomar Gaza de qualquer jeito, querendo a libertação de todos os reféns de uma vez. O ministro da Defesa, Israel Katz, chegou a prometer destruir a Cidade de Gaza se o Hamas não aceitar o fim da guerra nas condições de Israel.

A tomada da cidade, que inclui uma operação terrestre com tanques, soldados e muitos bombardeios, faz parte de um plano para a captura total do território palestino, aprovado pelo gabinete de Netanyahu em agosto. As Forças Armadas israelenses se preparam para isso desde então. Nesta quarta-feira, o gabinete de Netanyahu ordenou ao Exército que “reduzisse os prazos” para assumir o controle dos redutos do Hamas, mas não deu novas datas.

Segundo um oficial militar israelense, a nova ofensiva está em seus “primeiros estágios” e será “progressiva, precisa e seletiva”. A operação deve durar até 2026, segundo a rádio militar. Para reforçar tudo isso, Israel convocou mais 60 mil reservistas.

Poucas horas depois do anúncio de Israel, o Hamas disse que o plano de conquista de Gaza mostra o “desrespeito flagrante” de Israel aos esforços de mediação. Vale lembrar que, há dois dias, o Hamas aceitou a proposta de cessar-fogo do Egito e do Catar.

A Cidade de Gaza tem sofrido bombardeios intensos nos últimos dias, principalmente nos bairros de Zeitun e Al Sabra.

A decisão de tomar Gaza veio depois de uma divergência entre o comandante do Estado-Maior das Forças Armadas israelenses, o tenente-general Eyal Zamir, e Netanyahu sobre os próximos passos na guerra contra o Hamas. Zamir tinha preocupações sobre a segurança dos reféns, mas disse na semana passada que governo e Exército estão unidos.

Fonte da Matéria: g1.globo.com