Israel confirmou neste domingo (31) a morte de Abu Obeida, porta-voz militar do Hamas, em um ataque das Forças de Defesa de Israel (FDI). A notícia pegou muita gente de surpresa! O ministro da Defesa israelense, Israel Katz, foi direto ao ponto no X (antigo Twitter): “O porta-voz terrorista do Hamas, Abu Obeida, foi eliminado em Gaza. Juntou-se a outros bandidos eliminados do eixo do mal – Irã, Líbano e Iêmen – nas profundezas do inferno”. Nossa! Que declaração forte, né?
O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu também confirmou o ataque, em reunião de governo. “Atacamos Abu Obeida, porta-voz dessa organização criminosa e assassina. Espero que ele não esteja mais entre nós. Mas, olha só, ninguém do Hamas tá conseguindo esclarecer essa situação”, declarou Netanyahu. Até agora, o Hamas não se pronunciou oficialmente sobre a morte de Obeida.
Abu Obeida era uma figura conhecida, aparecendo em vários vídeos do grupo, sempre com uniforme militar e o rosto parcialmente coberto por um keffiyeh. Ele era a cara do braço armado do Hamas, as Brigadas Ezedin al-Qassam. A liderança do Hamas levou um duro golpe nos últimos meses. Com a guerra em Gaza, que já dura quase 23 meses, Israel prometeu aniquilar os líderes restantes após o ataque de 7 de outubro de 2023.
Israel já havia eliminado figuras importantes do Hamas, como Ismail Haniyeh (chefe político), Mohamed Deif (líder militar) e Yahya Sinwar (líder do Hamas e suposto coordenador do ataque de outubro). E, sabe o que é mais chocante? Pouco antes do anúncio de Netanyahu, o Hamas confirmou a morte de Mohamed Sinwar, irmão de Yahya e suposto líder do grupo em Gaza. Israel já havia anunciado a morte dele em bombardeio há mais de três meses.
Essa ofensiva israelense enfraqueceu bastante o Hamas. O ataque terrorista do Hamas em 7 de outubro de 2023 contra Israel resultou em 1.219 mortes, segundo a AFP, a maioria civis. De 251 pessoas sequestradas naquele dia, 47 permanecem em cativeiro em Gaza, sendo que 20 estão vivas e 27 teriam morrido, de acordo com dados do Exército israelense. Já em Gaza, as represálias israelenses causaram mais de 63.400 mortes, a maioria civis, segundo o Ministério da Saúde palestino, dados considerados confiáveis pela ONU. A situação é realmente grave. Israel controla atualmente grande parte do território palestino. A guerra continua causando um sofrimento imenso.
Fonte da Matéria: g1.globo.com