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Emoção à Flor da Pele: Sombrinha se Comove ao Homenagear Arlindo Cruz em Show de 50 Anos

Na noite de ontem, 8 de setembro, a casa Vivo Rio, no Rio de Janeiro, foi palco de muita emoção. Sombrinha, em seu show comemorativo de 50 anos de carreira, vivenciou momentos inesquecíveis, rodeado por amigos e grandes nomes da música brasileira. A celebração, que resultou em uma gravação audiovisual, contou com a presença ilustre de Jorge Aragão, Zeca Pagodinho, seu irmão Sombra, e discípulos como Diogo Nogueira (diretor artístico do show) e Xande de Pilares. Uma verdadeira constelação de estrelas do samba!

O clima era de festa, mas a emoção tomou conta do ambiente diversas vezes. Um dos momentos mais marcantes, porém, foi o tributo a Arlindo Cruz (1958-2025). A amizade profunda e a parceria musical que Sombrinha dividiu com Arlindo – um irmão camarada, um parceiro de fé e de grandes sambas – transbordaram em lágrimas. Ao interpretar “Seja Sambista Também” (1984), parceria inesquecível dos dois que batizou o quarto álbum do Fundo de Quintal – grupo que os revelou para o Brasil – Sombrinha se entregou à emoção, o choro o impedindo de completar a música.

Olha só que cena linda! A plateia, comovida, cantou em coro até o final, acompanhada pelas lágrimas de Sombrinha, que celebrava a memória e a obra de um grande mestre do samba. Que homenagem emocionante, né? A música, na verdade, virou um ato de pura entrega e reverência a Arlindo.

No repertório de 35 músicas apresentadas na noite de 8 de setembro, a trajetória de Sombrinha foi celebrada. Desde a recitação da letra de “Navalha” (Sombrinha, Arlindo Cruz e Marquinho PQD, 1991) enquanto ele caminhava do camarim para o palco, até a última nota de “Na Paz de Deus” (Sombrinha, Arlindo Cruz e Beto sem Braço, 1986), cada canção contou uma história. A lista completa das músicas apresentadas é a seguinte:

1. Navalha (Sombrinha, Arlindo Cruz e Marquinho PQD, 1991)
2. O show tem que continuar (Sombrinha, Arlindo Cruz e Luiz Carlos da Vila, 1988)
3. Poesia de nós dois (Sombrinha e Adilson Victor, 1985)
4. Amor, agora não (Sombrinha e Luiz Carlos da Vila, 1984)
5. Alto lá (Sombrinha, Arlindo Cruz e Zeca Pagodinho, 2000) – com Zeca Pagodinho
6. Raiz e flor (Sombrinha e Jorge Aragão, 1985)
7. Mutirão de amor (Sombrinha, Jorge Aragão e Zeca Pagodinho, 1983) – com Sombra
8. Deita e chora (Sombrinha e Mário Sérgio, 2018)
9. Ares do céu (Sombrinha, Sombra e Jotabê, 2005) – com Nina Wirtti e Bebê Kramer (acordeom)
10. Receio amor (Sombrinha e Dona Ivone Lara, 2004)
11. Canto de rainha (Sombrinha e Arlindo Cruz, 1983)
12. Quem mandou (Sombrinha, Xande de Pilares e Marquinho PQD, 2025) – com Xande de Pilares e Bebê Kramer (acordeom)
13. Além da razão (Sombrinha, Sombra e Luiz Carlos da Vila, 1988)
14. Marcas no leito (Sombrinha, Jorge Aragão e Jotabê, 1981)
15. Seja sambista também (Sombrinha e Arlindo Cruz, 1984)
16. Quem é de sambar (Sombrinha e Marquinho PQD, 1992)
17. Hoje tem samba (Sombrinha, Arlindo Cruz e Maurição, 1999)
18. Saudade que não se desfaz (Sombrinha e Franco, 1996)
19. É sempre assim (Sombrinha, Arlindo Cruz e Marquinho PQD, 1998)
20. Ponta de dor (Sombrinha e Jorge Aragão, 1986)
21. A oitava cor (Sombrinha, Sombra e Luiz Carlos da Vila, 1988)
22. Onde está (Sombrinha e Arlindo Cruz, 1990)
23. Solidão tem cura (Sombrinha, Arlindo Cruz e Franco, 1986)
24. Fogo de saudade (Sombrinha e Adilson Victor, 1986)
25. Eternamente sempre (Sombrinha e Marquinho PQD, 2011)
26. Papo de homem e mulher (Sombrinha e Franco, 1997)
27. Ainda é tempo de ser feliz (Sombrinha, Sombra e Arlindo Cruz, 1998)
28. E fez-se a luz (Sombrinha, Sombra e Luiz Carlos da Vila, 1989)
29. Nascente da paz (Sombrinha e Adilson Victor, 1989)
30. Pedaço de ilusão (Sombrinha, Jorge Aragão e Jotabê, 1981)
31. Amor não é por aí (Sombrinha, Arlindo Cruz e Cleber Augusto, 1992)
32. Só pra contrariar (Sombrinha, Arlindo Cruz e Almir Guineto, 1986)
33. Não quero saber mais dela (Sombrinha e Almir Guineto, 1984)
34. Malandro sou eu (Sombrinha, Arlindo Cruz e Franco, 1985)
35. Na paz de Deus (Sombrinha, Arlindo Cruz e Beto sem Braço, 1986)

A noite foi, sem dúvida, um marco na carreira de Sombrinha, uma linda homenagem à sua trajetória e uma comovente lembrança para Arlindo Cruz.

Fonte da Matéria: g1.globo.com