A violência em Gaza não dá trégua. Na madrugada de sábado para domingo (30/10), Israel lançou uma série de ataques aéreos e terrestres nos subúrbios da Cidade de Gaza, deixando um rastro de destruição e morte. Segundo autoridades de saúde locais, pelo menos 18 palestinos perderam a vida. Acho inacreditável a quantidade de vítimas, sabe? Entre elas, estavam 13 pessoas que tentavam conseguir comida perto de um centro de ajuda humanitária no coração da Faixa de Gaza, e ao menos duas em uma residência na Cidade de Gaza. Olha só o que a guerra faz!
O gabinete do porta-voz militar israelense afirmou que está investigando os relatos, mas, até o momento, não se pronunciou oficialmente sobre o ocorrido. Em Sheikh Radwan, um dos maiores bairros da Cidade de Gaza, moradores descreveram uma situação caótica, com bombardeios ininterruptos de tanques e aviões israelenses durante todo o sábado e domingo. Famílias desesperadas buscaram refúgio nas áreas ocidentais da cidade.
A escalada da violência é assustadora. Nas últimas três semanas, os militares israelenses intensificaram as operações na região. Na sexta-feira, inclusive, eles encerraram as breves pausas humanitárias que permitiam a entrega de ajuda, classificando a área como “zona de combate perigosa”. Isso é, no mínimo, preocupante.
“Eles estão cercando a cidade pelo leste, norte e sul, avançando para o coração da cidade, onde centenas de milhares de pessoas estão abrigadas. Bombardeiam tudo do ar e do solo pra aterrorizar a população e forçá-los a sair”, relatou Rezik Salah, pai de dois filhos que vive em Sheikh Radwan. A angústia na voz dele é palpável.
Enquanto isso, em Israel, o clima é de tensão. O gabinete de segurança de Benjamin Netanyahu se reuniu no domingo para discutir os próximos passos da ofensiva para tomar a Cidade de Gaza, considerada por ele o último reduto do Hamas. Apesar disso, uma ofensiva em larga escala não é esperada antes de algumas semanas. Israel alega querer a saída da população civil antes de enviar mais tropas terrestres para a região.
Imagens de fumaça espessa pairando sobre o céu de Gaza, divulgadas pela agência Reuters, ilustram a gravidade da situação. Na real, a situação humanitária é dramática. No sábado, Mirjana Spoljaric, chefe da Cruz Vermelha, alertou que uma evacuação em massa da cidade geraria um deslocamento populacional gigantesco, que a Faixa de Gaza, devastada por meses de bombardeios e com grave escassez de alimentos, abrigo e remédios, não conseguiria absorver.
“Quem tinha parentes no sul foi pra lá. Outros, como eu, não encontramos lugar, pois Deir Al-Balah e Mawasi estão superlotados”, contou Ghada, mãe de cinco filhos do bairro de Sabra. A superlotação é um problema grave.
Cerca de metade dos mais de 2 milhões de habitantes da Cidade de Gaza já deixaram seus lares, segundo fontes locais. Estima-se que vários milhares tenham se deslocado para as regiões central e sul do território. A situação é crítica!
Em meio a tudo isso, as Forças Armadas de Israel alertaram seus líderes políticos sobre os riscos à vida dos reféns ainda mantidos pelo Hamas em Gaza. Os protestos em Israel contra a guerra e pedindo a libertação dos reféns se intensificaram. Grandes manifestações aconteceram em Tel Aviv no sábado à noite, e famílias de reféns protestaram em frente às casas de ministros no domingo pela manhã.
A guerra em Gaza já deixou mais de 63 mil mortos, a maioria civis, segundo autoridades de saúde palestinas, mergulhando o território numa crise humanitária sem precedentes. Grande parte da região está em ruínas. Israel já controla uma parte significativa do território palestino. A situação é, sem dúvida, extremamente preocupante.
Fonte da Matéria: g1.globo.com