A mecanização agrícola tá revolucionando o campo! Em Mirandópolis (SP), por exemplo, um trator novinho em folha, com apenas seis meses de uso, já mudou completamente a rotina de uma propriedade rural. Olha só: a máquina, usada na aplicação de defensivos em plantações de manga, goiaba e limão, foi adquirida via consórcio.
Essa fazenda, com seus 135 hectares, pertence a uma associação de produtores. Segundo Ranil Daigo Yuba, um dos produtores, a escolha pelo consórcio foi uma jogada estratégica, principalmente considerando a disparada nos preços das máquinas agrícolas pós-pandemia. “A gente não precisava do trator imediatamente. Então, estudamos o consórcio e vimos que era a melhor opção. Com o preço dos tratores quase triplicando, a gente preferiu se planejar”, explicou Ranil.
E o trator? Tecnologia de ponta! Ele vem com recursos embarcados que permitem monitorar o desempenho em tempo real – horas trabalhadas, tempo parado, produtividade do operador… tudo! “Você acessa uma plataforma gratuita e acompanha tudo de perto. Isso impacta diretamente na operação e melhora a produtividade”, destacou o produtor.
Já em Piacatu (SP), o produtor José Renato Petean optou pelo financiamento. Ele se encaixa no Pronaf, o programa de crédito para pequenos produtores, com prazos maiores e juros mais baixos. “A gente conseguiu uma taxa de juros menor e um prazo bom, então compensou fazer o financiamento. E, com isso, a máquina chegou bem mais rápido”, comentou José.
Na propriedade dele, o trator é essencial para a pecuária. Com um rebanho de 120 cabeças de gado nelore, a máquina facilita o preparo da alimentação dos animais. Aliás, substituiu um trator antigo, com mais de 50 anos de uso, que estava dando muito trabalho e gerando altos custos com manutenção. “Era um equipamento que já estava nos dando muito prejuízo. Essa máquina nova é muito mais rápida, tem mais opções de marcha e ajuda a economizar tempo, mão de obra e dinheiro”, afirmou José.
Para Priscila Rigon, consultora de negócios, a decisão entre consórcio e financiamento depende muito da urgência do produtor. “Se o cliente precisa da máquina imediatamente, o financiamento é a melhor saída. Agora, se há um planejamento de médio ou longo prazo, o consórcio pode ser mais vantajoso”, explicou.
A diferença principal está nos custos: no financiamento, tem os juros, que geralmente são altos. No consórcio, existe a taxa de administração, que costuma ser fixa durante todo o contrato. “O ideal é analisar o perfil do cliente e entender a sua urgência para indicar a melhor opção de compra”, concluiu a consultora.
A reportagem completa foi exibida em 07/08/2025. Para mais informações, acesse a TV TEM.
Fonte da Matéria: g1.globo.com