** A relação entre Lula e Trump, pra falar a verdade, sempre foi um tanto… turbulenta. Desde que o republicano assumiu a presidência dos EUA, em janeiro de 2025, a gente viu mais atritos do que abraços entre os dois. Mas, olha só, na terça-feira (23), durante a 80ª Assembleia Geral da ONU, o clima mudou um pouquinho.
Trump, durante seu discurso, deu uma declaração surpreendente: disse ter tido “uma química excelente” com Lula, chamando-o de “um cara muito agradável”. Segundo ele, o encontro foi rapidinho, tipo uns 20 segundos, no corredor do plenário da ONU. Um encontro casual, mas que resultou num combinado: um encontro formal na semana seguinte. “Eu estava entrando, e ele estava saindo. Nos vimos, nos abraçamos, e combinamos de nos encontrar”, contou Trump.
Isso é incrível, né? Principalmente se a gente lembrar do histórico recente. Em abril, quando Trump anunciou tarifas de 10% em produtos de vários países, incluindo o Brasil, Lula respondeu na lata: “Somos um país que não tolera ameaça à democracia, que não abre mão de sua soberania, e que exige reciprocidade”. Uma resposta firme, sem rodeios.
Aí, em julho, a coisa esquentou de vez. Trump anunciou tarifas de 50% em produtos brasileiros, e Lula disparou: “Não podemos deixar o Presidente Trump esquecer que ele foi eleito para governar os EUA, não para ser o imperador do mundo!”. A Casa Branca rebateu, claro, afirmando que Trump era o “líder do mundo livre”.
Depois dessa, Lula tentou contato com autoridades americanas para negociar, mas, segundo ele, “ninguém queria conversar”. Em agosto, Trump admitiu a possibilidade de diálogo, mas também criticou o governo brasileiro, dizendo que “fizeram a coisa errada”. Lula, por sua vez, declarou que só ligaria para Trump quando sua intuição dissesse que o presidente americano estava realmente disposto a conversar. E ainda completou, com toda a sinceridade: “Eu não vou me humilhar”.
Em setembro, Trump voltou a falar sobre o Brasil, mostrando-se “desapontado” com a situação e reiterando o amor pelo povo brasileiro, mas mantendo a postura firme em relação às tarifas. Pouco antes do encontro na ONU, Lula criticou, sem citar os EUA nominalmente, a política externa e tarifária de Trump, falando sobre “atenados à soberania e sanções arbitrárias”.
Então, de repente, esse encontro rápido na ONU. Um abraço, um bate-papo relâmpago e o combinado para uma reunião. Será que essa “química excelente” vai resultar em uma melhora nas relações entre Brasil e EUA? Só o tempo dirá. Mas, pelo jeito, essa história tá longe de acabar.
Fonte da Matéria: g1.globo.com