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Trump ameaça classificar Antifa como organização terrorista após assassinato de Charlie Kirk

Olha só, o presidente dos EUA, Donald Trump, soltou os cachorros! Em declaração à imprensa, antes de pegar o Marine One rumo a Nova York na quarta-feira (17), ele anunciou que vai classificar o movimento Antifa como organização terrorista. Isso mesmo, gente! E não para por aí: Trump também disse que vai mandar investigar o financiamento do grupo a fundo.

A declaração, feita em meio à comoção causada pelo assassinato do ativista conservador Charlie Kirk em 10 de setembro, pegou muita gente de surpresa. Na real, Trump já vinha responsabilizando a “esquerda radical” pela violência política no país. Ele mesmo chamou o Antifa de “desastre da esquerda radical”, um “grupo doente e perigoso”, em suas redes sociais. “Vou recomendar fortemente que aqueles que financiam a ANTIFA sejam totalmente investigados”, escreveu ele, prometendo o uso dos “mais altos padrões e práticas legais”.

O Antifa, pra quem não sabe, é um movimento antifascista que surgiu na Alemanha na década de 1930, contra o nazismo de Hitler. Hoje em dia, existem grupos semelhantes em vários países, com um dos mais ativos nos Estados Unidos.

Essa não é a primeira vez que Trump tenta classificar o Antifa como terrorista. Em 2020, após os protestos pela morte de George Floyd – aquele caso terrível do policial que o asfixiou –, ele já havia feito ameaças semelhantes, mas acabou recebendo críticas pesadas de organizações de direitos civis e especialistas que questionaram seu poder para tal designação.

Historicamente, os antifascistas lutam contra o racismo, o sexismo e defendem discursos anticapitalistas. Geralmente, são classificados como de esquerda ou extrema-esquerda, embora eles mesmos se vejam apenas como oposição à extrema-direita. Eles não buscam cargos eletivos nem influência no Congresso, mas usam métodos parecidos com os anarquistas, como destruição de propriedade e confrontos diretos.

Especialistas apontam que o Antifa, sendo uma entidade doméstica, não pode ser incluído na lista de organizações terroristas estrangeiras do Departamento de Estado – a lista inclui grupos como o Estado Islâmico e a Al-Qaeda. Além disso, em tese, o movimento teria o direito à liberdade de expressão, garantido pela Constituição americana. Ainda assim, o grupo já recebeu críticas tanto de republicanos quanto de democratas pela violência em alguns protestos.

Vale lembrar que os EUA estão vivendo o período mais violento politicamente desde a década de 1970, segundo a Reuters. A agência de notícias documentou mais de 300 casos de violência política desde o ataque ao Capitólio em 6 de janeiro de 2021, por apoiadores de Trump.

**Sobre Charlie Kirk:**

Charlie Kirk, de 31 anos, foi assassinado a tiros no pescoço durante um evento na Universidade Utah Valley, em 10 de setembro. Tyler Robinson, 22 anos, foi preso dois dias depois, suspeito do crime. Kirk era fundador do Turning Point USA, um grupo estudantil conservador, e teve papel fundamental na mobilização de jovens pelo apoio a Trump nas campanhas de 2016 e 2024. Seus eventos costumavam lotar universidades pelo país. Ele era um defensor declarado dos valores cristãos, do livre mercado, do movimento MAGA, portador de armas, cético em relação ao aquecimento global e crítico da esquerda. Após a vitória de Trump em 2016, ele se tornou uma figura frequente na Casa Branca e no círculo íntimo da família Trump, influenciando decisões políticas. Acho que essa decisão de Trump tem tudo a ver com esse contexto, né? A gente vai ter que acompanhar de perto os desdobramentos dessa história.

Fonte da Matéria: g1.globo.com