A semana começou tensa e terminou explosiva! A Rússia deu início, na sexta-feira (12 de setembro de 2025), a um megaexercício militar conjunto com seu aliado Belarus. A manobra, de proporções consideráveis, acontece após um incidente envolvendo drones russos que invadiram o espaço aéreo polonês, causando um verdadeiro rebuliço na OTAN. Olha só: caças da aliança militar abateram os drones, elevando a temperatura da região a níveis críticos.
Segundo imagens divulgadas pelo Ministério da Defesa russo, as manobras incluem uma força impressionante: veículos terrestres, helicópteros de ataque, diversas aeronaves e uma frota de navios de guerra, entre destróieres e submarinos. A operação, que se estenderá até terça-feira (16), abrangerá o território de ambos os países, além dos mares Báltico e de Barents, no Ártico. Isso mesmo, no Círculo Polar Ártico!
A agência de notícias russa Tass foi além e informou que os exercícios incluirão treinamento no lançamento de armas nucleares e do míssil hipersônico Oreshnik. Lembrando que em julho, a Rússia anunciou o envio de um lote desses mísseis para Belarus. Uau!
A Polônia, diretamente afetada pela invasão dos drones, tá em alerta máximo. O primeiro-ministro, Donald Tusk, classificou o exercício militar russo-bielorrusso como “extremamente agressivo” e, por precaução, fechou a fronteira com Belarus. Ele chegou a declarar que o país está “no ponto mais próximo de um conflito armado desde o fim da Segunda Guerra Mundial”. Meu Deus!
O Kremlin, por sua vez, garante que a Rússia não representa ameaça alguma à Europa. Afirma que as preocupações da União Europeia com os exercícios são “fruto de emoções alimentadas pela hostilidade contra a Rússia”. Na quinta-feira (11), o governo russo havia declarado que a manobra, planejada desde agosto, não tinha como alvo nenhum país específico. Será mesmo?
A coincidência, no entanto, é gritante: os exercícios começaram apenas dois dias após a invasão dos drones russos no espaço aéreo polonês. Esse episódio gerou uma crise sem precedentes na já conturbada relação entre a Rússia e a OTAN, levando o governo polonês a invocar o Artigo 4 do tratado da aliança, que prevê consultas entre os membros em caso de ameaça à segurança coletiva. A OTAN, por enquanto, afirma “não ver ameaça militar direta” nos exercícios.
A Rússia, por sua vez, se esquivou das acusações, negando a intenção de enviar drones para a Polônia e minimizando o incidente. Enquanto isso, a Alemanha anunciou o envio de um batalhão de tropas e equipamentos militares para a Lituânia, aproximando-se da fronteira russa. A França, em solidariedade, enviou três caças para auxiliar na proteção do espaço aéreo polonês.
**Drones Russos Abatidos: O que levou a Polônia a acionar a OTAN?**
A invasão dos drones russos foi considerada uma provocação pelos países da OTAN, levando a Polônia a invocar o Artigo 4 do tratado da aliança. A repercussão foi imediata: a Holanda convocou o embaixador russo, e a Espanha, o encarregado de negócios, ambos exigindo explicações.
**O que aconteceu?**
A Polônia detectou drones militares em seu espaço aéreo e enviou caças para abatê-los. A OTAN também se mobilizou, enviando aeronaves de países membros para auxiliar na operação. O primeiro-ministro polonês, Donald Tusk, confirmou a origem russa dos drones. O país chegou a fechar parte de seu espaço aéreo por algumas horas, e o aeroporto de Varsóvia suspendeu voos temporariamente. Tusk declarou: “Na noite de quarta-feira (10), o espaço aéreo polonês foi violado por vários drones russos. Os que representavam ameaça foram abatidos. Estou em constante contato com o secretário-geral da OTAN e nossos aliados”.
Na região de Lublin, próxima à fronteira com a Ucrânia, um drone atingiu uma casa. Segundo o prefeito, Bernard Blaszczuk, havia pessoas na residência, mas ninguém se feriu.
**A Rússia se esquiva da responsabilidade**
O Ministério da Defesa russo admitiu um grande ataque a instalações militares no oeste da Ucrânia, mas negou qualquer intenção de atingir a Polônia. Afirmou que todos os alvos foram atingidos e que os drones que supostamente cruzaram a fronteira polonesa tinham alcance máximo de 700 km. Apesar disso, declarou estar “preparada para consultas com o Ministério da Defesa polonês”. Dmitry Peskov, porta-voz do Kremlin, negou qualquer pedido de contato da Polônia e rejeitou as acusações da UE e da OTAN.
Ainda não há confirmação exata do número de drones envolvidos e quantos foram abatidos ou caíram. Donald Tusk informou ao Parlamento polonês 19 violações em sete horas, mas as informações ainda estão sendo apuradas. A polícia encontrou vestígios em dez locais do país.
**A OTAN classifica a ação como “absolutamente imprudente”**
O secretário-geral da OTAN, Mark Rutte, classificou a ação russa como “absolutamente imprudente e perigosa”. Sua mensagem a Putin foi direta: “Pare a guerra na Ucrânia. Pare de violar o espaço aéreo aliado. Saiba que estamos prontos, vigilantes e defenderemos cada centímetro do território da OTAN.”
Tusk revelou que, pela primeira vez, uma parte significativa dos drones veio diretamente de Belarus. O major-general bielorrusso Pavel Muraveiko tentou minimizar a participação do país, afirmando que as Forças de Defesa Aérea bielorrussas rastrearam drones que “perderam o curso” e alertaram a Polônia e a Lituânia sobre aeronaves não identificadas se aproximando de seu território.
Vale lembrar que esta não é a primeira vez que o espaço aéreo polonês é violado desde o início da guerra na Ucrânia. Em 2022, houve um incidente menor. Mas o ocorrido em setembro de 2025 foi o maior dos últimos três anos, envolvendo países membros da OTAN e da UE. Um porta-voz da OTAN disse que foi a primeira vez que a aliança enfrentou uma ameaça potencial em seu espaço aéreo. Kaja Kallas, chefe de política externa da União Europeia, afirmou: “A guerra da Rússia está se intensificando, não terminando. Ontem à noite, na Polônia, assistimos à mais grave violação do espaço aéreo europeu pela Rússia desde o início da guerra, e há indícios de que foi intencional, não acidental.”
Fonte da Matéria: g1.globo.com