A bolsa brasileira explodiu de alegria nesta quinta-feira (11)! O Ibovespa, principal índice da B3, fechou em alta de 0,56%, batendo a marca histórica de 143.150 pontos. Olha só que incrível: superou o recorde anterior, de 142.640 pontos, registrado em 5 de setembro. E sabe o que mais? Durante a sessão, ele chegou a ultrapassar os 144 mil pontos, atingindo o pico de 144.012 pontos! Depois, é verdade, perdeu um pouco de fôlego, mas o resultado final foi espetacular. Enquanto isso, o dólar? Caiu 0,27%, fechando a R$ 5,3920 após tocar a mínima de R$ 5,3741. Baixe o app do g1 para acompanhar tudo em tempo real!
A euforia nos mercados? Tudo começou nos Estados Unidos. Os investidores ficaram animados com os números dos pedidos de seguro-desemprego, que foram maiores do que o esperado. Isso reforça a aposta de que o Federal Reserve (Fed) vai mesmo cortar os juros na próxima semana.
Na semana encerrada em 6 de setembro, foram registrados 263 mil novos pedidos de seguro-desemprego nos EUA – o maior número desde 23 de outubro de 2021. Os analistas esperavam algo em torno de 235 mil, bem menos, né?
Além disso, os EUA divulgaram o índice de preços ao consumidor (CPI) de agosto. Subiu 0,4% em relação ao mês anterior, acumulando 2,9% no ano. Apesar de ter superado as projeções, a expectativa de corte de juros permaneceu firme.
Com a inflação controlada e um mercado de trabalho um pouco mais fraco, a aposta na queda dos juros nos EUA está cada vez mais forte. Isso faz com que o dólar fique menos atraente, enquanto países com juros altos, como o Brasil, atraem mais investimentos estrangeiros. Resultado? O real se valoriza e o dólar despenca por aqui!
Falando em juros, o Banco Central Europeu (BCE) manteve a taxa em 2% pela segunda vez seguida, após reduzi-la pela metade ao longo de um ano. A inflação na região está próxima da meta de 2%, justificando a decisão.
No Brasil, o foco principal foi o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro e outros sete acusados de tentativa de golpe de Estado. A Primeira Turma do STF formou maioria para condená-los por todos os crimes da chamada “Trama Golpista”.
No campo econômico, o relatório Prisma Fiscal de setembro, elaborado com base nas projeções de economistas consultados pelo Ministério da Fazenda, indica um déficit primário de R$ 69,99 bilhões para 2025 (um pouco melhor que os R$ 70,88 bilhões estimados anteriormente). Para 2026, porém, a previsão piorou: déficit de R$ 81,83 bilhões, contra R$ 81,06 bilhões da estimativa anterior.
**Resumo dos impactos no mercado:**
**Dólar:**
* Acumulado na semana: -0,39%
* Acumulado no mês: -0,55%
* Acumulado no ano: -12,75%
**Ibovespa:**
* Acumulado na semana: +0,36%
* Acumulado no mês: +1,22%
* Acumulado no ano: +19,01%
**Julgamento de Bolsonaro:**
A Primeira Turma do STF decidiu, nesta quinta-feira, condenar o ex-presidente Jair Bolsonaro e outros sete réus por todos os crimes imputados pela Procuradoria-Geral da República na “Trama Golpista”. O placar ficou em 3 votos a 1, com as ministras Cármen Lúcia e os ministros Alexandre de Moraes e Flávio Dino votando pela condenação. Os crimes incluem golpe de Estado, abolição violenta do Estado Democrático de Direito, organização criminosa, dano qualificado contra patrimônio da União e deterioração de patrimônio tombado. Alexandre Ramagem foi excluído de dois dos crimes. Os réus são: Jair Bolsonaro, Walter Braga Netto, Mauro Cid, Almir Garnier, Alexandre Ramagem, Augusto Heleno, Paulo Sérgio Nogueira e Anderson Torres.
Embora a condenação de Bolsonaro fosse esperada pelo mercado, a preocupação é com possíveis reações negativas do governo dos EUA, que já aplicou tarifas adicionais ao Brasil alegando o julgamento como justificativa.
**Inflação e Emprego nos EUA:**
Os preços ao consumidor nos EUA subiram mais que o previsto em agosto, segundo o Departamento do Trabalho. O CPI aumentou 0,4% em agosto (contra 0,2% em julho), com alta anual de 2,9% (a maior em sete meses). A expectativa era de 0,3% e 2,7%, respectivamente. Os pedidos de auxílio-desemprego também subiram, para 263 mil, contra a previsão de 235 mil. Apesar disso, a expectativa de corte de juros pelo Fed na próxima semana permanece. Leonel Mattos, analista da StoneX, afirma que, apesar da persistência da inflação, os números ainda estão abaixo das previsões e os sinais de desaceleração econômica são evidentes. As tarifas impostas pelo governo Trump, a desvalorização do dólar e a redução do fluxo migratório são fatores que contribuem para o aumento dos riscos à inflação.
**Bolsas Globais:**
Wall Street fechou em alta, impulsionada pelos dados de emprego e inflação. O Dow Jones subiu 1,36%, o S&P 500 avançou 0,85% (novo recorde) e o Nasdaq Composite subiu 0,72% (máxima histórica). Na Europa, os mercados também fecharam em alta, refletindo a decisão do BCE de manter as taxas de juros. A Ásia teve resultados mistos, com a China impulsionada pelo otimismo com a tecnologia e Tóquio também em alta. Hong Kong e Sydney registraram quedas.
*Com informações da agência de notícias Reuters*
Fonte da Matéria: g1.globo.com