Um terremoto devastador de magnitude 6.0 atingiu o leste do Afeganistão na segunda-feira (1º), deixando um rastro de destruição e centenas de mortos. A tragédia, que ocorreu a cerca de 130 km de Cabul, a capital, a uma profundidade de apenas 8 km, expõe a fragilidade do país sob o governo Talibã e a redução drástica da ajuda internacional. A situação, gente, é realmente crítica!
Segundo o governo afegão, mais de 800 pessoas perderam a vida e mais de 2.800 ficaram feridas. A região montanhosa e remota dificulta as operações de resgate, sabe? Vilarejos inteiros foram reduzidos a escombros, com casas de barro e pedra desabando como se fossem castelos de areia. A imagem é de total desolação.
Testemunhas descrevem cenas de horror. “Toda a vila foi destruída”, contou um morador do bairro de Mazar Dara à TV afegã “Tolo”. “Crianças e idosos estão presos sob os escombros. Precisamos de ajuda urgente!”. Outro morador relatou, na manhã seguinte, que “algumas de nossas pessoas ainda estão enterradas”. O desespero na voz dessas pessoas é palpável. “95% da nossa vila foi destruída”, lamentou um terceiro, pedindo ajuda a todos os muçulmanos. Meu Deus, que situação!
O porta-voz do Ministério da Saúde afegão, Sharafat Zaman, fez um apelo desesperado por ajuda internacional. “Precisamos disso porque muitas pessoas perderam a vida e suas casas. O número de mortos e feridos é alto, mas como a área é de difícil acesso, nossas equipes ainda estão no local”, disse Zaman à Reuters. Ele alertou que o número de vítimas ainda pode aumentar.
Esse, na real, é o terceiro terremoto mais mortal no Afeganistão desde a retomada do poder pelo Talibã em agosto de 2021. A volta do grupo radical ao poder causou a retirada das forças estrangeiras e, com isso, uma queda brutal no financiamento do governo afegão devido às sanções internacionais. A ajuda humanitária despencou: de US$ 3,8 bilhões (cerca de R$ 20,6 bilhões) em 2022 para US$ 767 milhões (cerca de R$ 4,2 bilhões) este ano, segundo dados oficiais. Uma redução de quase cinco vezes! Isso é inacreditável!
O Talibã, um grupo fundamentalista islâmico sunita, impôs uma interpretação radical da lei islâmica, restringindo direitos das mulheres e aumentando a repressão. O Afeganistão enfrenta múltiplas crises, incluindo fome, seca e violações de direitos humanos, segundo a ONU. Essa tragédia, infelizmente, só agrava ainda mais essa situação já caótica.
Cinco tremores secundários, com magnitudes entre 4,3 e 5,2, abalaram a região nas horas seguintes ao terremoto principal, segundo o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS). A província de Kunar, atingida pelo terremoto, é conhecida por sua vulnerabilidade a terremotos e enchentes. O acesso à região é extremamente difícil, com estradas bloqueadas, forçando o uso de helicópteros para o resgate.
O Afeganistão, localizado sobre uma série de falhas geológicas onde as placas tectônicas da Índia e da Eurásia se encontram, é propenso a terremotos mortais, especialmente na cordilheira Hindu Kush. No ano passado, uma série de terremotos no oeste do país matou mais de 1.000 pessoas. A tragédia desta segunda-feira, infelizmente, reforça essa triste realidade. O governo talibã afirma que “todos os recursos disponíveis serão utilizados para salvar vidas”, mas a falta de recursos e a situação humanitária calamitosa deixam um futuro sombrio para as vítimas e para o Afeganistão.
Fonte da Matéria: g1.globo.com