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Adeus a Luis Fernando Verissimo: Um legado de humor e genialidade

Tristeza e saudade marcam o sábado, 30 de julho, com a notícia da morte de Luis Fernando Verissimo, aos 88 anos, em Porto Alegre. O gaúcho, um dos maiores escritores brasileiros, deixa um imenso legado de mais de 80 obras publicadas. Sua escrita, marcada por um humor ácido e uma crítica social implacável, sem rodeios, conquistou gerações. Verissimo não tinha papas na língua!

Para quem quiser mergulhar na obra desse gênio, separamos alguns links: vídeos de sua carreira, fotos que registram sua trajetória, a repercussão da notícia entre artistas, suas tirinhas icônicas da época da ditadura, e até mesmo suas últimas colunas no jornal Zero Hora. Há também uma análise interessante sobre como Verissimo, com sua literatura tão refinada, conseguia fazer graça até da metafísica – inacreditável!

Mas vamos ao que interessa: alguns livros que marcaram a trajetória desse gigante da literatura brasileira. Prepare-se para gargalhadas e reflexões profundas!

Começando com “O Melhor das Comédias da Vida Privada” (1994, Editora Objetiva). Essa coletânea de crônicas, um verdadeiro sucesso editorial, consolidou Verissimo como um dos cronistas mais lidos do país. A mistura de crônicas originalmente publicadas em jornais com algumas inéditas, retrata o cotidiano brasileiro com uma ironia deliciosa. O sucesso foi tanto que virou a série “A Comédia da Vida Privada”, na Globo (1995-1997)! Ainda hoje, lembro das cenas… Sensacional!

Depois, temos “O Analista de Bagé” (1981), um fenômeno de vendas. Nele, Verissimo criou um dos personagens mais icônicos da literatura brasileira: um psicanalista gaúcho, “freudiano barbaridade”, que resolvia os problemas dos pacientes com um “joelhaço”. Imagina só! O analista, com sua bombacha e chimarrão, se tornou um símbolo do humor literário brasileiro. Até hoje, é lembrado com carinho e muitas risadas.

E que tal “Ed Mort e Outras Histórias” (1979, L&P)? Inspirado no cinema noir, Verissimo criou o detetive atrapalhado Ed Mort, que dividia seu escritório em Copacabana com “117 baratas e um rato albino chamado Voltaire”. Com seu humor ácido, ele transformou o gênero policial em pura comédia. Ed Mort ganhou vida em quadrinhos, teatro, séries e cinema, interpretado por grandes nomes como Luiz Fernando Guimarães, Paulo Betti e Fernando Caruso.

“As Mentiras que os Homens Contam” (2000, Editora Objetiva) foi outro sucesso estrondoso. Crônicas sobre relacionamentos, comportamento masculino e o cotidiano, que renderam uma continuação: “As Mentiras que as Mulheres Contam”. Um sucesso comercial inegável!

Em “O Clube dos Anjos” (1998, Editora Alfaguara), Verissimo nos presenteia com um romance intrigante: um grupo de amigos se reúne para jantares sofisticados até que um chef misterioso começa a preparar banquetes que antecedem mortes misteriosas. Esse é considerado um dos romances mais sólidos do autor, e virou filme em 2022. Incrível, né?

Por fim, “Sexo na Cabeça” (1999, Editora Objetiva), uma coletânea de crônicas que aborda a sexualidade com humor e ironia, explorando desde os conflitos amorosos até a trissexualidade, com uma visão divertida e sem tabus.

A partida de Luis Fernando Verissimo deixa um vazio imenso na literatura brasileira, mas sua obra-prima permanece, um legado de humor, inteligência e observação perspicaz da sociedade. Descanse em paz, mestre!

Fonte da Matéria: g1.globo.com