Nossa! A Lotus, aquela fabricante de carrões de luxo que a gente conhece, anunciou um corte de empregos brutal no Reino Unido: 550 funcionários, ou seja, mais de 40% da equipe de 1.300 pessoas no país. A justificativa? A incerteza causada pelas tarifas impostas pelo ex-presidente Donald Trump, durante seu mandato na Casa Branca, e a transformação acelerada do setor automotivo. A empresa, que pertence principalmente à Geely, gigante chinesa do ramo, diz que a reestruturação é fundamental pra garantir a sobrevivência. Tipo assim, uma medida desesperada pra se manter no jogo, né?
A verdade é que a indústria automobilística tá sofrendo muito com as políticas protecionistas de Trump. A Lotus, com fábricas no Reino Unido – incluindo a sede em Hethel, no leste da Inglaterra – e na China (Wuhan), não escapou. A gente sabe que o objetivo de Trump era trazer a produção de volta pros EUA, mas isso gerou um caos global.
Em maio, finalmente, Reino Unido e EUA chegaram a um acordo comercial. A tarifa sobre os carros britânicos exportados caiu de 27,5% para 10%, mas só pros primeiros 100 mil veículos por ano. Ainda assim, tá mais alta do que antes de Trump anunciar suas tarifas em abril. Olha só que situação!
Apesar de tudo, houve uma notícia boa: dados do setor divulgados junto com o anúncio da Lotus mostram que as exportações de veículos britânicos para os EUA voltaram a crescer em julho, após meses de queda. Isso depois que o acordo comercial entrou em vigor em 30 de junho. Me parece que, apesar do baque da Lotus, a recuperação tá em andamento, devagar e sempre. Mas a sombra das tarifas de Trump ainda paira sobre o futuro da indústria. Acho que ainda vamos ver os efeitos disso por um bom tempo.
Fonte da Matéria: g1.globo.com