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Terras Raras Brasileiras: No Radar de Trump e em Busca de uma Política Nacional

O Brasil tá mexendo as peças no tabuleiro das terras raras! O governo federal, na real, está a todo vapor estudando um decreto pra botar ordem na casa e regular a exploração desses minerais tão importantes, e que, olha só, estão no centro das atenções internacionais. Afinal, o que são essas terras raras e por que os EUA tão de olho nelas?

Apesar do nome, “raras” não quer dizer escassas, viu? Na verdade, são 17 elementos químicos difíceis de separar e processar. Imagina só: eles são a base de celulares, turbinas eólicas, carros elétricos… uma porção de tecnologias do nosso dia a dia! E, acredite, até mesmo equipamentos militares dependem delas.

Donald Trump, na época das negociações tensas sobre tarifas de 50% nas exportações brasileiras, já tinha colocado o dedo na ferida. Essa questão ganhou ainda mais importância!

A proposta de uma política nacional para as terras raras e minerais críticos, em análise no Ministério de Minas e Energia (MME), deve ser lançada em breve. Mas calma, ainda tem um longo caminho pela frente: após a aprovação no ministério, a proposta precisa ir para o crivo do Palácio do Planalto e receber a assinatura do presidente Lula.

Em Araxá, Minas Gerais, estudos já estão em andamento para a produção de superimãs utilizando esses materiais.

Apesar do interesse gringo, principalmente dos Estados Unidos, técnicos brasileiros acham que não é o caso de correr com a política. Afinal, é um tema complexo! Por isso, a ideia é ouvir especialistas, agentes do setor e, claro, analisar cuidadosamente os impactos ambientais da exploração.

**O que são, afinal, essas terras raras?**

Repetindo: o nome engana! Não são tão raras assim, mas são bem complicadas de processar. São 15 lantanídeos, mais o escândio (Sc) e o ítrio (Y). Essenciais para imãs poderosos, turbinas eólicas, celulares, carros elétricos… e, como já dissemos, também para a indústria de defesa. A demanda global é enorme!

**Uma janela de oportunidade?**

Especialistas acham que, se o Brasil quer entrar de cabeça na indústria de beneficiamento de terras raras, precisa investir pesado em políticas públicas.

Rodrigo Toledo Cabral Cota, do MME, disse numa audiência no Senado, lá pelo início de julho, que o setor precisa de desonerações, apoio financeiro, investimento em tecnologia e parcerias internacionais. Afinal, o mundo todo busca alternativas à dependência da China, que domina o mercado.

Cota também defendeu a formação de mão de obra especializada, um ambiente tributário atraente para investimentos e, claro, a sustentabilidade, o respeito ao meio ambiente e às comunidades locais.

Os dois grandes objetivos do MME são: impulsionar o mapeamento geológico do Brasil, descobrir novos depósitos e apoiar empresas de pesquisa mineral; e desenvolver a indústria de transformação, processamento e refino mineral no país, aproveitando essa “janela de oportunidade”. Será que o Brasil vai conseguir dar um salto nesse mercado? Só o tempo dirá.

Fonte da Matéria: g1.globo.com